“F-1 para mim é algo nojento”, revela Bia Figueiredo | Blog Race TV: Transmissão ao vivo, vídeos, fotos de competições dos esportes a motor.

“F-1 para mim é algo nojento”, revela Bia Figueiredo

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BIA FIGUEIREDO

BIA FIGUEIREDO

Apesar de chegar à F-1 ser o sonho de grande parte dos pilotos, Ana Beatriz Figueiredo, mais conhecida como Bia, projeta um caminho inverso em sua curta, porém satisfatória carreira automobilística. Com 100% de foco na Indy, a brasileira, que disputou duas provas da categoria norte-americana nesta temporada, diz que não sente “a menor vontade de correr na F-1″.

Bia revelou momentos difíceis de sua carreira, como quando enfrentou preconceitos de garotos no kart devido ao fato de ser mulher e ganhar corridas e comentou também sobre a dificuldade que os pilotos têm para se manter em uma categoria de renome, especialmente a F-1, que classificou como “algo muito nojento” devido à politicagem e jogo de interesses envolvidos.

O máximo que Bia chegou perto de uma corrida de F-1 foi em uma preliminar da F-Renault, categoria pela qual competiu entre os anos de 2003 e 2005. Entretanto, apesar do pouco contato com a F-1, ela diz que já foi possível detectar que aquilo não era o que desejava para sua carreira automobilística, que teve início no kart, quando tinha oito anos de idade.

“Eu não sinto a menor vontade de correr na F-1. Acho que tenho vontade de testar um carro porque eles são sensacionais, é o sonho de qualquer piloto, mas a competição, o ambiente da F-1 não me atrai. Eu gosto tanto de correr nos EUA, as pessoas são tão receptivas, gostam de mim tanto, e a competição é bacana. A F-1 eu vejo ainda muito nojenta no momento. Posso mudar de ideia depois, mas agora vejo assim”, disse.

Em sua trajetória pelo kart, Bia integrou uma safra bastante promissora, que rendeu às pistas nomes como Lucas di Grassi, Daniel Suzuki, Sérgio Jimenez, Daniel Serra, etc. Um nome, no entanto, ganhou projeção mundial após competir na F-1 e, na sequência, envolver-se em um dos maiores escândalos da categoria: Nelsinho Piquet, que correu a infância toda ao lado da pilota, trouxe, segundo ela, uma das piores impressões que poderia obter da F-1, categoria pela qual já não “morria de amores”.

“Ele sempre foi muito introspectivo, quieto. Chegando na F-1 ficou pior ainda. Acho que uma das coisas que mais me magoou na categoria é o que aconteceu com o Nelsinho. Lógico que foi erro dele [batida ocasional em Cingapura-2008], mas acho que toda essa pressão, todo esse ambiente nojento levaram o garoto a fazer uma coisa totalmente errada e a destruir a carreira dele. Foi uma lavagem cerebral.”

“Os pilotos que estão lá dentro sabem o quanto a pressão é grande. Dentro de uma F-1 ainda, você tem o sobrenome Piquet, precisa de um resultado, eu acho que ele pirou. Queria a qualquer custo estar na equipe, ter uma chance de continuar e não pensou nas consequências. Para ele era uma estratégia só, não pensou no quão sujo era isso. Não teve ninguém para orientar ou ele não se abriu com ninguém”, afirma.

“Eu já corri na Europa, sei como é e o quão difícil é chegar na F-1, quanto dinheiro exige e às vezes você consegue ganhar tudo, chega na F-1 um super piloto e a politicagem te ‘ferra’, acaba com a sua vida. É um meio que não me atrai. Até se você vir os pilotos da Indy, os caras estão sempre felizes, sorrindo. Na F-1 os caras estão sérios, nervosos. É o ambiente que não me atrai mais.”

fonte: tazio.uol.com.br


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